quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Enquanto aí estiveres...

Como seria se perdesses as memórias, a noção de quem és e de quem foste, as lembranças que acumulámos...tu e eu, num mundo só nosso?
Nessa altura gostava de ter a oportunidade de te ler uma história, que embora familiar para mim e estranha para ti, concerteza alguns pormenores seriam reconhecidos ainda que somente pelo teu coração.
Contar-te-ia o bom e como foi superado o mal, ilustraria as paisagens e locais que visitaste tendo a certeza que as minhas desrições seriam claras na tua cabeça, conseguirias imaginar tudo, pois noutrora o contemplaste.
Podias perguntar inúmeras vezes quem eu era, o que fazia ali...pela primeira vez sentiria que se te mentisse, não terias capacidade de analisar o olhar que puseste ao mundo.
Na história, haveria espaço para todo o tipo de relatos, incluindo os defeitos e fraquezas de todos os que interferiram na tua vida. Ninguém foi perfeito, houve alturas em que tu própria não o foste...nem eu. A vida é feita de escolhas, não te condeno por nenhuma, pois talvez tivesse seguido o mesmo caminho no teu lugar.
Ainda que longe sinto-te tão perto, tão cheia de conselhos, tão repleta de abraços, tão minha...
Por tudo isto e muito mais é que enquanto aí estiveres, quero que te lembres sempre de quem és para mim.

Isto será apenas o inicío das palavras que nunca te disse...

Ana Filipa