sábado, 24 de maio de 2008

After "The Lake House"

Hoje ela encontrou-se perdida em pensamentos.
Falando de uma maneira mais sincera, hoje ela finalmente arranjou tempo para…vontade de…
Sim, andarmos perdidos não é totalmente negativo, talvez se processe como a solidão, umas vezes insuportável…noutras, o bem mais necessário.
Talvez seja a melhor maneira de lutarmos por encontrar algo, arranjar um sentido.
Hoje ela teve vontade de viver algo diferente, sentir algo novo, sorrir para um rumo que parece nunca mais chegar, levando mesmo a crer que uma vida não é suficientemente longa para o descobrir. Difícil aceitar isso…
Hoje ela viu um filme. Sim…era deveras uma história extraordinariamente impossível, mas que a fez crer, acreditar (ou não fosse o extraordinário aquilo que realmente mais se deseja).
Hoje ela sentiu um aperto no peito. Não é por amar, pois não ama, não sabe o que isso é e nunca teve motivos que a levassem a descobrir. O que apertou foi a vontade…a vontade de amar. Amar algo impossível que se concretize, amar algo único que nunca se imaginou, amar uma história que não tem fim, amar algo que a renove todos os dias, amar alguém...
Amar alguém sem nunca o ter visto, amá-lo simplesmente pelas palavras, amá-lo por aquilo que ele é e essencialmente amá-lo por aquilo que a faz ser.
O filme de hoje era pura fantasia, mas ela queria vivê-lo, ela deseja suspirar em cada correspondência, em cada coincidência, em cada virar da esquina, em cada aperto que sinta…
Ela quer ser eu. Ela quer transformar a minha realidade em fantasia, quer fazer-me acreditar que “ele” existe por aí, que me escreverá sem me conhecer, que apostará no mesmo que eu, que ligará apenas às palavras e que saberá todas as fases do meu sorriso. Ela é louca.
Ela faz-me acreditar e sentir o mesmo que ela sente.
Desejo que esta influência seja passageira, que tudo passe como tem passado e que nessa altura, todos perdoem a minha frieza, que voltará!
Mas, por enquanto, vou-me deixar ficar nesta história fragmentada onde hoje e, apenas hoje, percebo que ela…sou Eu.

1 comentário:

Amorim// disse...

Ela não é louca, só não pensa nos senãos. Pensa no que poderia ser e no conceito da sua forma mais perfeita. É facil apaixonar-se pelo conceito da paixão, ao menos quando mais de 45% do nosso interior é estupidamente romântico!
Eu sou um desses, mas isso já sabia :) *