domingo, 18 de julho de 2010

Diário de Bordo

Segunda-feira, 19 de Julho 2010, 1h00

Fora do que é Nacional, tornamo-nos mais velhos por uma hora. Maneira eufemista, talvez, de empregar o que se quer dizer.

Queria ter escrito mais cedo… mas aquilo ao qual nos dedicamos impossibilitou de levar avante todas as frentes.

Finalmente de dormida na Suiça posso relatar os dois dias que ficaram para trás…

À dois anos a mania das grandezas foi semelhante à de agora, ou seja, Suiça-Portugal foi uma rapidinha de um dia e noite bem preenchidos onde o desejo de regressar à Terra se fazia sentir. Agora no sentido inverso é um autêntico atentado, iniciar as férias com tal aventura tornou-se no verdadeiro ponto fraco para os viajantes que tudo ambicionam. Ainda assim tudo se tornou mais facilitado pois dividimos as tarefas, tive a possibilidade de fazer Lisboa-Tordesilhas, e já peguei no volante mais vezes, para dar descanço à idade que já vai pesando no meu “velhote”. Foi bom para começar a desenvolver algo que nos acompanha pela vida, acima de tudo eu gosto muito.

Passada a primeira noite em claro, ontem já fomos dormir a um Parque de Campismo no meio de França. O cansaço era tanto que às 20h estava prestes a “ressonar”. A ultima imagem que tenho é de olhar para fora da tenda e estar o Sol ainda tão alto, que por momentos passava bem por um amanhecer. Nunca tinha visto nada assim! À beira do parque situava-se um “lac” que de manhã apresentou um fenómeno estranho, a água devia ser tão quente, que não se via lago…apenas uma enorme camada de fumo a sair. Diferenças de temperatura, algo interessantíssimo e bonito de se ver.

Seguimos viagem, passamos por locais maravilhosos dignos que voltar para explorar (entre

Guéret e Desertines)…mas fica para a próxima porque os nossos objectivos são outros, e bem longe daqui. Quando chegarmos à fronteira do que pretendemos, já levamos 3.000 km de viagem. Como o outro dizia “isso já é lavar rabinho a meninos”.

A recepção aqui hoje em Chermignon d’en Haut foi espectacular, para não fugir à regra.

Obviamente que em festa de “portugas” o que não falta é boa disposição e…cerveja!

O Baileys da “praxe” está guardado para terça-feira, a noite da despedida onde a conversa com a Prima vai desenrolar como outrora e inúmeras vezes o fizemos.

O que ficou para trás deixou saudades.

Como nem tudo é eterno, devemos deixar para trás o mau e o bom. O mau, porque assim dá-nos espaço para entendermos que nada daquilo interessa. O bom, para sabermos avançar sozinhos em qualquer situação daqui em diante.

Acho que fui bastante clara.

Por aqui o sono já vai pegando. Cometendo plágio das palavras da Kika: “a caravela vai dormir, lançar âncora…”

1 comentário:

Unknown disse...

=) já fazes falta Anne.. diverte-te muito, o que pelos vistos já está a acontecer :)

love you

Mary